A Polícia Federal (PF) informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisará de mais tempo para analisar o material relacionado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre as diligências ainda pendentes está a avaliação completa da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizada por Mendonça em fevereiro deste ano.

COBRANÇA DE AGILIDADE

O ministro havia determinado que a PF concluísse, em até 60 dias, a perícia de celulares, computadores, HDs, pen drives e demais equipamentos apreendidos com investigados presos e alvos de medidas restritivas. Mendonça chegou a cobrar maior agilidade, considerando lenta a condução da investigação.

CONTEXTO DA OPERAÇÃO

A Operação Sem Desconto mira supostas fraudes no INSS, com suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios e possíveis conexões políticas. A inclusão de Lulinha no radar da PF ampliou o alcance do caso, que já gera repercussão nacional.

PRÓXIMOS PASSOS

A PF deve apresentar novo cronograma ao STF. O ministro André Mendonça, relator do caso, decidirá sobre o pedido de prorrogação. Até o momento, não há manifestação da defesa de Fábio Luís Lula da Silva.