MP-SP PROCESSA INFLUENCIADOR POR DIZER QUE “POBRES NÃO DEVERIAM VOTAR”
Leonardo Marcondes é alvo de ação civil pública por suposta aporofobia. Promotoria pede R$ 300 mil em indenização por danos morais coletivos e remoção de conteúdo. Caso reforça o cerceamento à liberdade de expressão no Brasil.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes por publicações em que ele defendeu que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto. Segundo a Promotoria, as falas configuram discurso discriminatório e aporofobia, com o objetivo de diminuir o valor de pessoas em vulnerabilidade social.
PEDIDOS DA PROMOTORIA
A ação requer indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, além da remoção imediata das postagens e do perfil do influenciador. O caso ganhou repercussão após vídeo publicado no final do ano passado.
DEFESA DO INFLUENCIADOR
A defesa de Marcondes informou que ainda não foi citada oficialmente e que só se manifestará quando tiver acesso aos autos. O episódio é mais um exemplo da crescente judicialização contra vozes conservadoras e críticas ao sistema político brasileiro.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO SOB AMEAÇA
Para a direita e o bolsonarismo, o processo representa mais um ataque à liberdade de expressão. Questionar o modelo de democracia atual, especialmente o voto de pessoas dependentes de políticas assistencialistas, é um debate legítimo em uma nação livre. Usar o Judiciário para punir opiniões incômodas revela o autoritarismo de setores da esquerda e do sistema, que buscam calar qualquer crítica ao eleitorado cativo do PT.
CONTEXTO MAIS AMPLO
O Brasil vive uma escalada de ações contra influenciadores conservadores, muitas vezes sob acusações vagas de “discurso de ódio”. Enquanto isso, discursos radicais da esquerda raramente sofrem o mesmo escrutínio.

