A Polícia Federal deu novo passo na Operação Compliance Zero ao iniciar, nesta segunda-feira (22), a extração de dados de mais um celular apreendido com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O avanço na perícia digital amplia o material disponível e pode trazer revelações explosivas sobre o caso que já envolve questionamentos a altas figuras de Brasília.

AVANÇO NA PERÍCIA DIGITAL

Até o momento, apenas um dos oito aparelhos apreendidos havia sido acessado. Agora, com a quebra de criptografia em um segundo dispositivo, os investigadores ganham acesso a conversas, contatos e possíveis articulações. Outros seis celulares, incluindo modelos de última geração com alta segurança, ainda estão em processo de desbloqueio. A expectativa é de novas pressões sobre os envolvidos nos próximos dias.

CONTEXTO DO ESCÂNDALO BANCO MASTER

O caso Master já expôs supostas irregularidades, mensagens trocadas em momentos críticos e questionamentos sobre influência em órgãos públicos e no Judiciário. A extração de novos dados pode aprofundar conexões que vão além do setor financeiro, atingindo o coração do poder em Brasília.

REAÇÃO CONSERVADORA E COBRANÇA DE TRANSPARÊNCIA

Para a direita e o público bolsonarista, o avanço da PF reforça a necessidade de investigação isenta, sem blindagens. Senadores como Carlos Viana já cobraram afastamento de ministros do STF envolvidos em suspeitas semelhantes. O caso alimenta a narrativa de promiscuidade entre Poderes e a urgência de frear o ativismo judicial que protege aliados do governo Lula.

IMPACTOS POLÍTICOS

Com eleições se aproximando, o aprofundamento das apurações sobre o Banco Master pode alterar o tabuleiro. A PF, ao avançar na perícia, cumpre seu papel técnico, mas a opinião pública conservadora cobra que os resultados cheguem sem interferências políticas. Qualquer tentativa de abafar o caso será vista como mais uma prova de blindagem do sistema.

O Brasil acompanha. Novas revelações podem confirmar o que muitos já suspeitam: o escândalo é maior do que parece.