A Polícia Federal ainda não concluiu a perícia em ao menos três celulares de Henrique Vorcaro e cerca de 60 aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, no âmbito do escândalo do Banco Master. A análise completa de documentos, planilhas, anotações e dados digitais pode se estender até 2027, segundo reportagem da Gazeta do Povo.

Dos aparelhos de Vorcaro, seis já foram periciados, revelando mais de 8 mil vídeos. O restante, somado a dispositivos de outros alvos, representa uma “montanha de provas” ainda não explorada integralmente.

ACESSO AO ICLOUD E PROVAS INTACTAS

A PF conseguiu acessar o iCloud de Vorcaro, recuperando dados que eventualmente foram apagados antes da prisão. O uso de software de ponta permitiu decifrar senhas e extrair informações completas. Isso inclui documentos, contratos e registros que não foram destruídos, fortalecendo o conjunto probatório.

O vídeo analisado destaca que o volume de material é suficiente para “derrubar a República” e que a delação de Vorcaro serviria para contextualizar e dar robustez às provas documentais, como um “guia” para entender o esquema.

IMPACTO POLÍTICO E REAÇÃO DA DIREITA

Para a direita conservadora, o caso Master expõe a profundidade de um esquema de influência, corrupção e fraudes que transcende governos e atinge diferentes espectros. A demora na perícia não diminui o potencial: quanto mais se avança, mais conexões surgem, incluindo as já conhecidas com o PT baiano e figuras do Planalto.

A lentidão reforça críticas à morosidade seletiva da Justiça em casos de grande repercussão, enquanto o material acumulado promete novos capítulos que podem abalar ainda mais a credibilidade de instituições e personagens envolvidos.

O pior — ou o mais revelador — realmente parece estar por vir.