A Polícia Federal identificou que o perito criminal João Cláudio Nabas produziu dois arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf” a partir de citações aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Segundo a corporação, o perito ainda sugeriu a colegas o vazamento do material. As informações foram repassadas ao ministro André Mendonça (STF), que determinou apuração sobre os vazamentos.

INVESTIGAÇÃO POR VIOLAÇÃO DE SIGILO

Nabas foi alvo de busca e apreensão em maio por suspeitas de violação de sigilo funcional e foi afastado das funções. Os arquivos compilavam diálogos e menções aos ministros presentes no aparelho de Vorcaro. O caso integra as investigações sobre o Banco Master e possíveis vazamentos estratégicos.

MINISTROS PROCURADOS

Moraes e Toffoli foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram. O escritório que defende Nabas também ficou em silêncio. O espaço segue aberto para manifestações.

O episódio reforça preocupações com transparência e imparcialidade no âmbito de investigações que envolvem altas autoridades do Judiciário. A criação de arquivos específicos a partir de dados sigilosos e a sugestão de vazamento levantam questões graves sobre o funcionamento interno da PF e a proteção de informações. A direita conservadora defende apuração rigorosa e independente para que fatos como esse não sejam usados para blindagem ou perseguição seletiva. A sociedade precisa de instituições que sirvam ao Estado de Direito, não a interesses pessoais ou corporativos.