GRUPO DE MULHERES CONSERVADORAS AVALIA ACIONAR JUSTIÇA AMERICANA CONTRA ATAQUES NAS REDES
Após vídeo de Michelle Bolsonaro criticando ofensivas digitais, parlamentares e influenciadoras de direita se articulam para buscar ação nos EUA contra supostos coordenadores de ataques, com Allan dos Santos citado como um dos alvos. A informação partiu da jornalista Ana Flor, do g1, e reflete mais uma frente da crescente tensão interna no campo conservador.
Um grupo de mulheres conservadoras que atuam na política brasileira está avaliando entrar com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra indivíduos que, segundo elas, disseminam ataques coordenados nas redes sociais. A articulação ganhou força após o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro na semana passada, no qual a ex-primeira-dama critica ofensivas que atribui a perfis ligados ao bolsonarismo, inclusive mencionando proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
ARTICULAÇÃO SURGE EM MEIO A RACHADURA NA DIREITA
De acordo com a jornalista Ana Flor, do g1, o grupo reuniu publicações que, na avaliação delas, configurariam calúnia, difamação e injúria. Um nome citado pelas integrantes é o do influenciador Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira e residente nos EUA. Fontes ouvidas pelo blog confirmam que um advogado americano já foi consultado para analisar o caso.
As mulheres conservadoras afirmam que os ataques visam especialmente figuras como Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Há ainda menção à possibilidade de incluir ofensas a mulheres de esquerda feitas pelos mesmos perfis.
CONTEXTO DO VÍDEO DE MICHELLE BOLSONARO
O vídeo de Michelle Bolsonaro expôs publicamente a insatisfação com o que ela classifica como “grupo de maledicência coordenada” atuando a partir do exterior. A ex-primeira-dama, que recentemente deixou a presidência do PL Mulher, tem sido alvo de críticas intensas dentro do próprio campo conservador, especialmente após desentendimentos envolvendo Flávio Bolsonaro e figuras como Allan dos Santos.
Essa movimentação revela um racha crescente na direita brasileira, com conservadoras de diferentes matizes reagindo ao que percebem como excesso de ataques pessoais que, segundo elas, extrapolam o debate político legítimo.
REAÇÃO ESPERADA E IMPACTO POLÍTICO
Até o momento, não há confirmação de que a ação já tenha sido protocolada nos EUA. Trata-se de uma avaliação e articulação inicial. A reclamação já teria chegado a lideranças como Valdemar Costa Neto (PL) e Flávio Bolsonaro. O caso expõe a fragilidade das relações internas no campo da direita, especialmente às vésperas de um ciclo eleitoral importante.
A possibilidade de judicialização de disputas políticas nos EUA, onde Allan dos Santos e outros influenciadores atuam com relativa liberdade amparados na Primeira Emenda, pode abrir um novo capítulo nas batalhas jurídicas transnacionais envolvendo brasileiros.

