Pentágono força 30 universidades americanas a cortar mais de 80 vínculos de risco com entidades chinesas
Auditoria sob Pete Hegseth mira parcerias com Institutos Confúcio rebatizados e instituições militares da China para proteger pesquisas financiadas pelos contribuintes
O Pentágono identificou mais de 80 vínculos considerados de risco após uma auditoria realizada em 30 universidades americanas. A revisão analisou relações acadêmicas e financeiras com instituições estrangeiras, principalmente chinesas, incluindo universidades ligadas ao setor militar e organizações associadas a antigos Institutos Confúcio.
Segundo o governo de Pete Hegseth, essas parcerias poderiam permitir que pesquisas sensíveis e tecnologias financiadas pelos contribuintes americanos fossem acessadas ou exploradas por adversários dos Estados Unidos. Para permanecerem elegíveis a futuros financiamentos federais, as universidades precisaram revisar e encerrar os acordos classificados como problemáticos. O processo resultou em mais de 80 medidas de rompimento ou alteração de vínculos.
Hegseth descreveu as entidades detectadas como “células de propaganda” que reapareceram sob novos nomes e estatutos após restrições do Congresso aos Institutos Confúcio. O secretário de Defesa afirmou que o objetivo dessas organizações era roubar propriedade intelectual e influenciar estudantes americanos. O Pentágono declarou que todas as 30 universidades mitigaram completamente as relações identificadas.
A ação faz parte de uma política mais ampla de proteção da pesquisa americana financiada com recursos públicos contra a transferência não autorizada de tecnologia para a China. Instituições como Harvard, MIT, Berkeley e Texas em Austin estavam entre as auditadas. O episódio evidencia o reconhecimento oficial de que parcerias acadêmicas com entidades chinesas representam risco concreto de segurança nacional.
Enquanto governos de esquerda em outros países mantêm ou ampliam acordos com instituições chinesas, a administração americana sob Hegseth usa o poder de financiamento do Pentágono para forçar o corte de vínculos considerados incompatíveis com a proteção de tecnologias estratégicas.

