ENQUANTO O BRASIL DE LULA SE ISOLA, O PARAGUAI CONSTRÓI ALIANÇA HISTÓRICA COM OS ESTADOS UNIDOS
Secretário de Estado Marco Rubio recebe o vice-presidente Pedro Alliana em Washington e assina Memorando de Entendimento sobre Cooperação Nuclear Civil Estratégica. Parceria é descrita como permanente e de escala histórica.
Nesta terça-feira (4 de agosto de 2026), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu em Washington o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana. Na reunião, acompanhada pelo chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano, foi assinado um Memorando de Entendimento sobre Cooperação Nuclear Civil Estratégica, ampliando a parceria em energia, tecnologia e segurança.
PARCERIA PERMANENTE
Antes da assinatura, Rubio afirmou que o acordo é “apenas mais um passo” de uma relação que cresceu de forma “histórica” no último ano e meio. O secretário declarou que o objetivo é criar uma parceria permanente, capaz de sobreviver às mudanças de governo, institucionalizando os laços entre Washington e Assunção. A cooperação, segundo Rubio, vai além das relações bilaterais e alcança a segurança regional.
O Departamento de Estado destacou o aprofundamento da cooperação em segurança para combater ameaças de crime transnacional e terrorismo. Rubio agradeceu o liderança do Paraguai em desafios regionais, incluindo a situação da Venezuela.
ESTRATÉGIA PARAGUAIA

O governo de Santiago Peña e o vice-presidente Pedro Alliana buscam investimentos americanos para diversificar a matriz energética, reduzir a dependência de Itaipu e transformar o país em polo regional de infraestrutura, tecnologia e segurança. A proposta é agregar valor à produção elétrica, ampliar a autonomia energética e atrair investimentos em inteligência artificial, data centers e indústrias de ponta.
CONTRASTE COM O BRASIL
Enquanto o Paraguai aprofunda sua aliança estratégica com os Estados Unidos, o Brasil enfrenta deterioração sem precedentes nas relações com Washington sob o governo Lula. O país se afasta de grandes alianças do Ocidente, recusa classificar organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como terroristas e prioriza laços com a China, em um cenário de isolamento diplomático e comercial crescente.

