O empresário Pablo Marçal lançou um desafio direto ao presidente Lula: quebrar o sigilo do cartão corporativo da Presidência da República. A provocação veio depois que Lula afirmou que aceitaria quebrar o próprio sigilo bancário se Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo. Marçal respondeu que o presidente deveria começar pelo cartão corporativo, de preferência incluindo também o da primeira-dama Janja.

“Se você quebrar o sigilo do seu cartão corporativo, a gente quebra o sigilo bancário meu, do Flávio, de todo mundo”, afirmou Marçal em vídeo que circula nas redes. A fala coloca o foco nos gastos oficiais da Presidência, que, segundo a legislação, ficam classificados como reservados até o fim do mandato. Relatórios do Tribunal de Contas da União já apontaram que a maior parte desses gastos permanece sob sigilo.

O debate sobre transparência dos cartões corporativos volta à pauta em plena reta final da eleição. Críticos do governo lembram que, durante a gestão anterior, os gastos só foram divulgados após o término do mandato. A proposta de Marçal inverte a lógica apresentada por Lula: em vez de exigir sigilo bancário de adversários, o empresário cobra primeiro a abertura das despesas oficiais da Presidência.

Até o momento, não há registro de resposta oficial de Lula ou da Secom ao desafio específico de Marçal. A discussão sobre o cartão corporativo e a cobrança de reciprocidade na quebra de sigilos segue circulando nas redes e no debate eleitoral.