OPOSIÇÃO PEDE AFASTAMENTO DE ALCOLUMBRE APÓS ACUSAÇÃO DE REPASSE DE R$ 155 MILHÕES
Eventual saída do presidente do Senado levaria Eduardo Gomes, do PL, ao comando da Casa e poderia mudar o destino dos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes.
A oposição intensificou a pressão pelo afastamento de Davi Alcolumbre da Presidência do Senado após voltar ao centro do debate a acusação de que ele teria recebido US$ 30 milhões — cerca de R$ 155 milhões — de Daniel Vorcaro. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o Partido Novo acionaram o Supremo Tribunal Federal e sustentam que Alcolumbre não poderia continuar comandando a Casa enquanto pesam sobre ele questionamentos relacionados ao banqueiro e críticas por sua resistência em analisar pedidos de impeachment de ministros do STF.
A informação sobre o suposto pagamento foi publicada pela revista Veja e reproduzida pelo Metrópoles. Segundo a reportagem, o valor teria passado por uma conta no exterior e seria uma contrapartida pelo apoio de Alcolumbre a um interesse do Banco Master. A acusação constou de uma proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro. Alcolumbre afirma que jamais recebeu valores do empresário, classificou a versão como falsa e anunciou que adotaria medidas judiciais.
Se Alcolumbre fosse afastado da Presidência do Senado, o primeiro vice-presidente, Eduardo Gomes (PL-TO), poderia assumir interinamente o comando da Casa. Nessa posição, teria condições institucionais de analisar e dar andamento aos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, hoje retidos na Presidência. A oposição aposta que uma decisão de Gomes favorável à abertura do processo mudaria o equilíbrio político no Congresso e o projetaria nacionalmente, embora tanto o afastamento de Alcolumbre quanto a tramitação do impeachment dependam de decisões formais e não ocorram automaticamente.

