Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (25 de junho de 2026) pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou conexões de uma empresa de ônibus com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Transunião Transportes S/A é apontada como parte de um mecanismo de circulação, ocultação e redistribuição de valores do crime organizado.

Como resultado, o vereador Senival Moura (PT), conhecido como Senival Moura (P7), teve prisão temporária decretada, junto com quatro diretores da empresa, incluindo o presidente Lourival de França Monário.

INVESTIGAÇÃO APONTA DOMÍNIO DO PCC NO TRANSPORTE

As apurações indicam que parte do sistema de transporte público da capital paulista estaria sob influência da facção. A Transunião é a quarta empresa do setor alvo de investigações por supostos laços com o PCC. Os policiais identificaram uma estrutura informal de comando para destinação de recursos da companhia, usada para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

REAÇÃO DA DEFESA

O advogado do vereador, Márcio Sayeg, afirmou que Senival Moura recebeu a notícia da prisão “com profunda indignação”. Segundo a defesa, o parlamentar “sempre pautou sua trajetória pública pelo compromisso com a população, pela transparência e pelo respeito às instituições democráticas”.

A reportagem aguarda posicionamento da Transunião e das defesas dos demais envolvidos.

SUSPENSÃO DE DEOLANE BEZERRA PELA OAB-SP

Em desdobramento relacionado, a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu o exercício profissional da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. Ela está presa desde 21 de maio, acusada de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro com supostas ligações ao PCC.