A Organização dos Estados Americanos e o Carter Center divulgaram nesta terça, 6 de outubro, relatórios preliminares do primeiro turno e, no geral, elogiaram o processo: a missão da OEA falou em capacidade técnica, logística e organizacional para conduzir eleições de grande magnitude, citou a rapidez da apuração e a transparência, e pediu que o Brasil preserve o sistema e zele pela integridade dele.

O mesmo relatório destacou que as Forças Armadas não participaram de fiscalização e auditoria junto ao órgão eleitoral, como em 2022, medida que a OEA tinha chamado de inédita no Brasil e na América do Sul, e Jennie Lincoln, chefe da missão do Carter Center, classificou o pleito de bem organizado e transparente, disse que ficou contente porque todos os partidos aceitaram os resultados e voltou a atenção para o segundo turno de 25 de outubro.

Os alertas são o outro lado do papel: a OEA registrou clima de tensão e forte polarização, manifesta judicialização, confrontos pessoais e narrativas de desinformação para gerar desconfiança na urna eletrônica, e escreveu que no segundo turno é fundamental que os atores tenham a máxima segurança jurídica para conduzir as campanhas, no pleito em que Flávio fez 47,03% e Lula 45,16%.