Andreza Matais afirmou no Metrópoles que Lula criticar Alexandre de Moraes não cola, frase publicada no segundo dia depois do primeiro turno em que Flávio Bolsonaro fez 47,03% e o petista 45,16%.

O Estadão já tinha registrado, em 16 de setembro, que Lula foi orientado a largar a mão de Moraes desde que começou a cair nas pesquisas, que o distanciamento ficou no cálculo eleitoral e que, até aquela data, ele não tinha feito crítica incisiva às suspeitas de corrupção passiva e advocacia administrativa, enquanto o monitoramento da campanha mostrou que o escândalo Moraes, Vorcaro e Banco Master cola mais em Lula do que o caso do filho Fábio Luís, o Lulinha, com quase 90% das reações críticas.

A leitura da jornalista é que a cobrança tardia não descola o quarto mandato do ministro que o PL elegeu senadores para impeachment, com a condenação ainda dependente de 54 votos e o segundo turno marcado para 25 de outubro.