OEA afirma não ter dúvidas sobre a integridade dos dados oficiais das eleições de 2026
A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou, em relatório preliminar divulgado em 27 de outubro de 2026, que não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais das eleições brasileiras. O documento, liderado pelo ex-chanceler chileno e ex-secretário-geral da OEA José Miguel Insulza, parabenizou o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin pela reeleição para o mandato 2027-2030.
Segundo o relatório, os resultados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite da eleição coincidem com as informações coletadas em campo pelos observadores. A missão mobilizou 88 observadores de 22 nacionalidades no segundo turno, distribuídos em 21 estados, no Distrito Federal e em cinco cidades no exterior. No conjunto das Eleições Gerais de 2026 a OEA enviou 179 observadores, o maior número já registrado para uma missão no Brasil.
Os observadores visitaram centenas de seções eleitorais, acompanharam testes de integridade das urnas, verificação de autenticidade de software e a totalização no TSE. O texto destaca o trabalho profissional das equipes da Justiça Eleitoral, mesários e forças de segurança.
Ao mesmo tempo, o relatório registra preocupações com o elevado número de ações judiciais durante a campanha e recomenda procedimentos mais rápidos e previsíveis para decisões monocráticas e direitos de resposta, além de maior diálogo institucional entre TSE e STF. Essas ressalvas aparecem no mesmo documento que atesta a integridade dos dados oficiais.
A declaração da OEA ocorre dias após a reeleição de Lula por 51,79% a 48,21% e em meio a questionamentos de parte da oposição sobre o processo. O relatório preliminar está disponível no site da organização.

