O TRE-PR MANTEVE DELTAN NO SENADO; A CAMPANHA SUSPENSA PELO TSE AINDA É A QUE VALE
Segundo O Globo, a Corte paranaense confirmou o registro; a liminar do relator Floriano, do TSE, continua barrando propaganda
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná concluiu nesta quarta-feira (23) o julgamento do registro de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado e manteve o ex-procurador na disputa, segundo O Globo. O próprio candidato publicou o recado de “vitória” e “excelente notícia”. O plenário acolheu em parte recursos da defesa, fez ajuste formal na ata e não mexeu no resultado. A palavra final, escreveu o jornal, continua com o Tribunal Superior Eleitoral. Na urna, o nome tende a constar; na rua, a campanha é outro capítulo.

Em 2023 o TSE cassou o mandato de deputado de Deltan ao entender que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal em 2021 para fugir de punição no CNMP e burlar a Ficha Limpa. Em 8 de setembro de 2026, o TRE-PR reabriu a porta por 4 a 3, relatora Vanessa Jamus Marchi: os procedimentos do CNMP tinham se encerrado sem punição futura e a inelegibilidade de 2023 não se renovava no automático. A coligação do PT no Paraná e a Federação Brasil da Esperança recorreram. No sábado (19), o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator no TSE, concedeu liminar suspendendo a campanha; na segunda (21) a Corte manteve a suspensão.
A sessão desta quarta no TRE não derruba, por si, a liminar do TSE. Tribunal regional confirma o registro na origem; tribunal superior tranca a campanha enquanto não julga o recurso. Vale hoje a liminar de Floriano: campanha suspensa. Vale no Paraná o assento na chapa. O que ainda não vale é o mérito do TSE. Enquanto ele não sair, Deltan comemora o que o regional lhe deu e continua, na regra de Brasília, sem palanque.

