O ITAMARATY AINDA ESTUDA O PAPEL QUE LISTOU PCC E CV COMO NARCOTERROR
Segundo o Portal R7, o Escudo das Américas quer levar à OEA um grupo de sanção apoiado no TIAR; o Brasil segue de fora e sem nota oficial
O governo brasileiro ainda estuda os efeitos práticos do anúncio feito na terça-feira (22) pelo Escudo das Américas, segundo o Portal R7. A coalizão liderada por Donald Trump assinou documento de cooperação contra grupos descritos como narcoterroristas e incluiu o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. Participam 14 países da América Latina alinhados a Washington — Argentina, El Salvador, Bolívia, Chile e outros. O pacote previsto no texto é congelamento de ativo, restrição de visto e imigração e responsabilização de quem apoie o tráfico internacional.

O mesmo documento, na leitura do R7, leva à Organização dos Estados Americanos a consulta para montar um grupo que viabilize as medidas. O mecanismo se apoiaria no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o TIAR. Consulta na OEA não é tropa no asfalto. Também não é papel que o Planalto tenha assinado. Lula não foi chamado à mesa. Flávio Bolsonaro prometeu adesão em 2027 e tratou a ausência como escolha de quem “passa a mão na cabeça de bandido”, segundo divulgado por ele nesta quarta.
Estudar o efeito é o verbo do Itamaraty quando o papel já circula. PCC e CV estão na lista dos 24. Os vizinhos assinaram. Brasília lê o TIAR e cala o comunicado. Quem ficar de fora não veta a lista: só fica sem assento quando a OEA for consultada. O estudo do governo não tira o PCC do documento. Tira o Brasil da foto.

