O TIRO SAIU PELA CULATRA: OS GRANDES CLUBES VIRARAM CONTRA A MP DAS BETS
Flamengo, Fluminense e Grêmio criticaram a caneta de Lula e um manifesto anterior já reunia Palmeiras, São Paulo, Santos, Vasco, Botafogo e Cruzeiro
Leo Dias escreveu que o tiro saiu pela culatra. A Medida Provisória de Lula, assinada na sexta-feira (25), colocou o governo em rota de colisão com Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro. O que os jornais registram é um movimento em duas etapas. No dia 17, oito clubes assinaram um manifesto com a Federação Paulista e a Ferj: Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo e Santos. O Corinthians publicou o mesmo texto em separado. As federações chamaram a proibição de “o fim do futebol brasileiro”. Levantamento do GZH depois apontou 11 adesões na Série A, incluindo Grêmio e Chapecoense.
Na sexta, com a MP no papel, o Lance registrou notas de Flamengo, Fluminense e Grêmio. O Flamengo repetiu que não se cria uma regra, leva clube e empresa a assinar em cima dela e, de um dia para o outro, se rasga o marco. O Fluminense falou em seis meses de camisa no estoque e o presidente Mattheus Montenegro calculou impacto acima de R$ 100 milhões. O Correio Braziliense anotou que São Paulo, Palmeiras, Vasco e Atlético-GO republicaram, no mesmo dia, posts das casas de apostas. O Globo lembrou que 13 dos 20 clubes da Série A estampam bet na camisa: Betano no Flamengo, Superbet em Fluminense e São Paulo, Esportes da Sorte no Corinthians, Novibet no Santos, Sportingbet em Palmeiras e Vasco, Vbet no Botafogo, Betnacional no Cruzeiro.
Os clubes não pediram para soltar a banca ilegal. Pediram fiscalização, proteção do apostador e combate ao site clandestino, sem apagar o contrato que paga folha, base e futebol feminino. A caneta de Lula fechou o mercado regulado a nove dias da urna. A resposta não veio de um perfil. Veio de nota, de manifesto e de camisa. O intervalo da Globo já esvaziou. O futebol colocou o nome no prejuízo.

