NUNES MARQUES TIRA DO AR O JINGLE “FOI O FLÁVIO BOLSONARO”
A liminar do presidente do TSE suspende a peça de rádio da campanha de Lula que ligava o senador a Vorcaro, rachadinha e imóveis
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, suspendeu o jingle “Foi o Flávio Bolsonaro”, da campanha de Lula. A liminar atende a defesa do senador, que apontou distorção de fato e conteúdo manipulado. A TMC informa que a decisão foi proferida em 22 de setembro e publicada neste sábado (26). O Metrópoles registrou a suspensão no sábado. A peça tinha ido ao ar sete vezes, em quatro emissoras, entre 28 e 31 de agosto. Vale até o plenário julgar o pedido principal.
O refrão, no trecho publicado pelo Metrópoles, diz: “Quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de rachadinha no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio.” A TMC acrescenta que a inserção também citava o ex-PM Adriano da Nóbrega e a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo pela família. Nunes Marques escreveu que a controvérsia gira em torno da honra do candidato e de “descontextualização grave” das afirmações. Para o ministro, desinformação eleitoral inclui distorcer fato, e um jingle fácil de memorizar pode induzir o eleitor ao erro antes do julgamento final.
A campanha de Lula pôs no rádio, em agosto, a frase pronta “foi o Flávio”. O presidente do TSE tirou a inserção e o programa do ar. A representação ainda vai ao colegiado. Faltam oito dias para 4 de outubro. O jingle que repetia o nome do adversário no refrão não toca mais até o plenário dizer o contrário.

