Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e vice na chapa de Ronaldo Caiado, assinou neste domingo uma nota em que o partido se declara neutro no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 25 de outubro, e a direção nacional liberou diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes para cada um definir o próprio apoio, tanto na eleição presidencial quanto numa disputa estadual que ainda for para o segundo turno.

Com 99,99% das urnas, Flávio fechou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, 56.104.268 votos, e Lula com 45,16%, 53.876.617, uma diferença de menos de dois pontos e de cerca de 2,2 milhões de votos, enquanto Caiado, governador de Goiás, ficou em quinto, com 2,18% e 2.605.128 votos, uma fatia maior do que a distância entre os dois que foram ao segundo turno, número que o Metrópoles arredondou para 2,19%. A CNN registrou que Caiado disse que conversaria com Kassab antes de anunciar o próprio lado.

Na mesma nota, Kassab chamou a campanha de propositiva e afirmou que não eleger Caiado em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade, além de dizer que o partido vai atuar para que o próximo governo, qualquer que seja o vencedor, não seja mais quatro anos de brigas pouco produtivas. O Valor contabilizou que o PSD encerrou o primeiro turno com 44 deputados federais, dois senadores novos, 103 deputados estaduais e quatro governadores eleitos, além de dois candidatos ainda no segundo turno, e a direção nacional não entregou esses 2,6 milhões de votos a nenhum dos dois lados.