A urna de domingo deixou de fora o núcleo que o mensalão e o petrolão colocaram no centro do poder. José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, condenado pelo Supremo no mensalão e depois na Lava Jato numa pena que foi anulada, teve pouco mais de 78 mil votos em São Paulo, ficou atrás de 17 companheiros do próprio PT e pegou suplência, mesmo com R$ 1,1 milhão do partido na campanha e com o apoio de Lula e do MST, segundo a Veja.

Delúbio Soares

O tesoureiro daquele esquema, Delúbio Soares, disputou Goiás, teve 14,2 mil votos e também ficou na suplência, depois de R$ 795 mil do PT. André Vargas, ex-vice-presidente da Câmara, cassado na Lava Jato, teve pouco mais de 34 mil no Paraná e o mesmo destino, depois de R$ 856 mil. Dos quatro antigos quadros do PT que voltaram à cédula após cassação ou prisão, o que retomou a cadeira foi João Paulo Cunha, eleito em São Paulo, e Rui Falcão, ex-presidente nacional do partido, também ficou de fora.

Eduardo Cunha

Do lado do petrolão, Eduardo Cunha, que presidiu a Câmara e o impeachment de Dilma, concorreu pelo Republicanos em Minas e teve 32.075 votos, a segunda derrota seguida, mesmo com apoio de Flávio Bolsonaro ao longo da campanha, segundo a CNN. O núcleo antigo pediu a volta. A população respondeu com a suplência, salvo uma exceção, e essa foi a frase que a urna escreveu.