MP DE SÃO PAULO ACIONA JUSTIÇA CONTRA INFLUENCIADOR POR DEFENDER QUE POBRES NÃO DEVEM VOTAR
Leonardo Marcondes é processado por suposta aporofobia e discurso discriminatório. Promotoria pede R$ 300 mil em danos morais coletivos, retirada de postagens e do perfil.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes por publicações consideradas discriminatórias. O caso envolve um vídeo do final de 2025 em que Marcondes defende que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto. Segundo a Promotoria, as falas configuram aporofobia (preconceito contra pobres) e discurso discriminatório contra a população em vulnerabilidade social.
O MP pede indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, além da remoção das postagens e, se necessário, do próprio perfil do influenciador.
POSIÇÃO DA DEFESA
Em nota, a defesa de Leonardo Marcondes informou que ainda não foi citada e nem teve acesso aos autos do processo. Por isso, só se manifestará quando for formalmente notificada pela Justiça.
CONTEXTO DA POLÊMICA
O vídeo que motivou a ação repercutiu negativamente nas redes sociais, gerando debates sobre liberdade de expressão versus limites ao discurso de ódio. Críticos acusam Marcondes de elitismo e preconceito de classe, enquanto apoiadores defendem o direito à opinião controversa.
IMPACTO E REPERCUSSÃO
O caso ganha atenção em ano eleitoral e reforça o debate sobre o papel das redes sociais na disseminação de ideias polêmicas. A ação do MP pode abrir precedente para outras iniciativas contra discursos semelhantes.

