ALEXANDRE DE MORAES PRORROGA PRISÃO DOMICILIAR HUMANITÁRIA DE JAIR BOLSONARO
Decisão assinada nesta sexta-feira (3/7) atende pedido da defesa após fim do prazo inicial de 90 dias. Ex-presidente segue com restrições rigorosas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3 de julho de 2026), após a defesa reiterar o pedido para que o ex-mandatário permanecesse em prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre a medida desde 27 de março, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia bacteriana. O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25/6).
JUSTIFICATIVA DA PRORROGAÇÃO
Nas últimas semanas, a defesa informou que Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e solicitou novos exames médicos. Moraes atendeu ao pedido humanitário, considerando o quadro de saúde do ex-presidente.
REGRAS DA PRISÃO DOMICILIAR
Durante o período, Bolsonaro esteve proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) não apontam descumprimento dessas restrições.
A PMDF também apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de um inquérito.
VISITAS E CONVIVÊNCIA FAMILIAR
Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos. Os encontros na residência ficaram restritos a um grupo autorizado por Moraes. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam ingressar no imóvel.
O ex-presidente mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Como vivem na residência, eles não dependem de autorização judicial para permanecer no local. A exigência vale para outros familiares.
CONTEXTO
A prorrogação mantém Bolsonaro sob vigilância judicial enquanto avançam as investigações relacionadas a ele no STF. A decisão de Moraes reforça o caráter humanitário da medida, mas mantém as restrições rigorosas impostas ao ex-presidente.

