O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostos crimes em bloqueios de rodovias e atos de 8 de janeiro. A decisão, assinada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, atende a um pedido da própria PF, que alega a necessidade de concluir tarefas pendentes, especialmente sobre empresas de ônibus que transportaram pessoas para Brasília. No contexto atual, essas prorrogações sucessivas são vistas por juristas independentes como uma forma de manter investigações abertas por tempo indeterminado, sem que os acusados tenham o direito ao devido processo legal concluído. Para o cidadão conservador e crítico do ativismo judicial, essa medida reforça a sensação de que o Judiciário atua de forma política para sufocar movimentos de oposição ao governo Lula. O impacto concreto é a manutenção de um clima de insegurança jurídica, onde o direito de manifestação e a livre iniciativa de empresas são monitorados sob o pretexto de defesa da democracia, enquanto aliados do governo atual raramente enfrentam o mesmo rigor.