A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do STF (Supremo Tribunal Federal), tomou uma decisão inesperada na última terça-feira ao pedir vista e suspender o julgamento de três réus envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro. A magistrada, que historicamente acompanhava os votos do relator Alexandre de Moraes, agora trava o andamento de processos onde o ministro havia sugerido penas de até 14 anos de prisão, como nos casos de Silvia Cristina Nunes de Castro e William Fonseca de Amorim. O movimento ocorre no plenário virtual e interrompe a aplicação imediata de punições consideradas excessivas por juristas e críticos da condução do tribunal. Conforme vídeo do canal Opinião ES intitulado "Moraes Sozinho", o gesto levantou questionamentos nos bastidores sobre uma possível mudança de postura diante do autoritarismo judicial. Para o cidadão conservador, essa interrupção é um sinal importante de que o consenso punitivo no Supremo pode estar ruindo. O impacto concreto é a chance de uma revisão técnica das sentenças, expondo que o rigor desproporcional aplicado contra cidadãos de direita começa a gerar desconforto até mesmo entre membros da própria Corte.