A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está “aflita” após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro. Segundo Damares, que conversou com Michelle, a ex-primeira-dama está preocupada em cumprir rigorosamente as medidas cautelares impostas ao ex-presidente e, por isso, se sente “praticamente presa com ele”.

DECISÃO APÓS CARTA DE APOIO

A medida de Moraes foi tomada depois que Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais, no sábado (11), uma carta assinada pelo pai em que o ex-presidente declara apoio à pré-candidatura do filho à Presidência e pede união do campo conservador. O ministro entendeu que houve desvio de finalidade no direito de visita e possível descumprimento da proibição de uso de redes sociais (direta ou por terceiros). Deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar.

MICHELLE CUMPRE TUDO E PAGA O PREÇO

Damares relatou que Michelle tem se dedicado integralmente a garantir o cumprimento das restrições impostas por Moraes. A ex-primeira-dama vive sob constante vigilância e restrições que afetam não só o marido, mas toda a rotina familiar. A sensação transmitida à senadora é de que a própria Michelle acabou encarcerada junto com Jair Bolsonaro pelas decisões do ministro.

PERSEGUIÇÃO JUDICIAL EM ANO ELEITORAL

A suspensão de 90 dias impede Flávio de ter contato direto com o pai até depois do primeiro turno das eleições. Em plena corrida presidencial, o STF continua interferindo na vida familiar e política da principal liderança da oposição. Enquanto Michelle tenta manter a casa em ordem dentro das regras impostas, Moraes endurece o cerco. O episódio reforça o padrão de seletividade e rigor excessivo contra a família Bolsonaro.

FAMÍLIA SOB PRESSÃO CONSTANTE

O relato de Damares expõe o lado humano da guerra judicial travada pelo ministro. Michelle, que já enfrentou humilhações e monitoramentos, agora vive a angústia de ver o marido isolado e o enteado impedido de visitá-lo. A direita denuncia: não se trata apenas de cumprimento de pena, mas de uma estratégia de isolamento político e emocional da família que mais incomoda o sistema.