Alexandre de Moraes encaminhou nesta quarta-feira, 7 de outubro, uma ordem sigilosa à Polícia Federal para prender a porteira Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, moradora de São Bernardo do Campo, e dar início ao cumprimento de 14 anos de prisão em regime fechado pelo 8 de Janeiro, depois que a condenação transitou em julgado e não cabe mais recurso.

O ministro escreveu que, em virtude do trânsito em julgado da ação penal, determina o início da pena de reclusão imposta a ela, mandou fazer exames médicos oficiais e determinou que o tempo em que ficou presa provisoriamente seja descontado, e Nailze, que havia sido presa em 9 de janeiro de 2023 no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, estava em liberdade provisória com tornozeleira eletrônica.

O Supremo a condenou, em julgamento virtual de 15 a 22 de maio deste ano, por associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, numa pena de 12 anos e seis meses de reclusão mais um ano e seis meses de detenção e 100 dias-multa, depois de a Procuradoria-Geral da República ampliar a denúncia em julho de 2024 com base em dois vídeos do celular dela, gravados no dia 8, do plenário do Senado e da parte externa do Congresso, e a coluna do Metrópoles não localizou a defesa.