Dominik Tarczyński, eurodeputado da Polônia e aliado de Flávio Bolsonaro, publicou no X, um dia depois do primeiro turno, a foto de duas brasileiras em frente à embaixada em Varsóvia, onde os eleitores que vivem na Polônia votaram no domingo, 4 de outubro, e as duas aparecem fazendo o L de Lula, uma com o broche da estrela do PT e a outra de boné vermelho.

No mesmo post ele escreveu que, se alguém tivesse informações sobre essas senhoras, entrasse em contato por mensagem direta, em caráter urgente, e no Instagram, numa montagem em que aponta para as duas com malas, escreveu que ele mesmo as ajudaria a fazer as malas antes da deportação, que promover o comunismo na Polônia é constitucionalmente proibido e que os brasileiros se livrem dos comunistas como a Polônia fez, votando em Flávio, a quem ele já tinha parabenizado pela ida ao segundo turno.

As duas procuraram o governo brasileiro, o Itamaraty confirmou que a embaixada em Varsóvia foi notificada por elas e que o setor consular se colocou à disposição para assistência, caso seja pedida, e o gesto que na Polônia rendeu pedido de identificação e aviso de deportação é o mesmo L e a mesma estrela que, no Brasil, marcaram os anos em que a direita foi perseguida pelo Estado e também por gente que se dizia de direita, no acerto de contas que a campanha de Flávio trata como olho por olho.