MORAES DISSE QUE ‘JAMAIS’ VOOU EM AVIÃO DE VORCARO; VÍDEO FLAGRA O MINISTRO DESCENDO DO JATO COM A ESPOSA
Segundo O Globo, Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci desembarcaram em agosto de 2025 de um Legacy ligado ao ex-dono do Master, avião que a PF cita como possível pagamento ao escritório dela.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, aparecem em vídeo desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de um jato Embraer Legacy 650 de prefixo PP-NLR, que pertencia a uma empresa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A gravação é de 22 de agosto de 2025. Meses antes, em nota, Moraes havia afirmado que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”; procurado novamente após a divulgação do vídeo, o ministro manteve a versão, segundo O Globo.
Segundo O Globo, mensagens analisadas pela Polícia Federal mostram que, na véspera do voo, Vorcaro orientou uma funcionária da Prime, empresa que operava o jato: “Não deixe de atender Barci. Pode manter o dele. Vou ver outra forma”. De acordo com relatório da PF citado pelo g1, o avião aparece como forma de pagamento de um segundo contrato, de R$ 50 milhões, entre o escritório de Viviane e a Viking Participações, empresa de Vorcaro, além do contrato de aproximadamente R$ 131 milhões com o Master. Em nota, o escritório Barci de Moraes confirmou ter contratado táxi aéreo da Prime Aviation, disse que Moraes acompanhou a esposa em determinados voos e afirmou que Vorcaro não esteve presente em nenhum deles; segundo O Globo, o ministro e a defesa do escritório afirmam que o segundo contrato jamais existiu ou foi assinado.
Para a direita, o vídeo derruba a palavra de quem se apresenta como guardião da democracia: o ministro que negou em nota ter voado em avião de Vorcaro foi filmado descendo do jato ligado ao banqueiro ao lado da mulher, cujo escritório tinha contrato de cerca de R$ 131 milhões com o Master, e a pergunta que fica é quem investiga o investigador quando a toga se mistura ao dinheiro do caso Master.

