Alexandre de Moraes arquivou em 4 de setembro a investigação contra o senador Marcos do Val, os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo, acolhendo parecer da Procuradoria-Geral da República de que as provas não sustentam uma denúncia.

A Polícia Federal tinha indiciado os quatro por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime, numa apuração que mirava campanha de ataques e exposição de agentes ligados a investigações do Supremo, sobretudo o delegado Fábio Shor, e a PGR reconheceu que houve ações contra a imagem de agentes da PF e da Corte e que, em alguns casos, foi ultrapassado o limite da tolerância de quem serve ao público.

O mesmo parecer concluiu que o material, feito de postagens, registros telefônicos, conversas, dados fiscais e depoimentos, não demonstrou articulação estruturada para incitar crimes contra agentes ou obstruir investigações específicas, e o arquivamento saiu do gabinete de Moraes no mês em que a Corte entrou na crise do Banco Master e Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno com 47,03% contra 45,16% de Lula.