A Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral documentos nesta terça-feira para comprovar que trata de forma igual e não discriminatória os conteúdos das campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula. A entrega atende a determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que deu prazo de 24 horas para a empresa provar o cumprimento da ordem de isonomia nas plataformas.

Na manifestação, a Meta afirmou que o material descreve o mecanismo que assegura o tratamento igualitário e informou a implementação de uma lista de permissão para anúncios políticos, limitada a candidatos, partidos e coligações registrados no TSE. A empresa também desativou dois perfis relacionados a contas removidas anteriormente e pediu prazo adicional para entregar informações pendentes.

A declaração de isonomia chega no mesmo dia em que usuários denunciam a remoção do áudio de um vídeo de Nikolas Ferreira com depoimentos de nordestinos sobre dificuldades no governo Lula, após o material ultrapassar 50 milhões de visualizações. Episódios anteriores, como restrições pontuais a anúncios e comportamentos da Meta AI, já geraram ações de ambas as campanhas no TSE. Para a direita, a resposta da empresa ao tribunal não apaga o padrão de intervenções que afetam conteúdos críticos ao governo.

Enquanto a Meta afirma cumprir a ordem judicial, a percepção de controle seletivo de alcance permanece forte nas redes. O caso segue sob análise do TSE até o fim do segundo turno.