A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou uma nova missão ao Brasil para acompanhar o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A informação foi divulgada nesta terça-feira. A Missão de Observação Eleitoral é chefiada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile, José Miguel Insulza, e conta com 88 especialistas e observadores de 22 países.

A eleição brasileira está sob o olhar do mundo. Além da OEA, outras missões internacionais, como a União Europeia, o Centro Carter e a Liga dos Estados Árabes, também acompanham o processo. Após o primeiro turno, a OEA elogiou a capacidade técnica, logística e organizacional do Brasil, mas alertou sobre narrativas de desinformação destinadas a gerar desconfiança quanto à integridade do sistema eletrônico de votação.

A presença dos observadores internacionais serve para confirmar a idoneidade das urnas eletrônicas e a lisura do processo. As equipes vão monitorar a organização do pleito, o funcionamento das urnas, a atuação da Justiça Eleitoral e as condições da disputa em diversos estados e até no exterior. O TSE destaca que a observação reforça o compromisso com a transparência e a integridade do sistema.

Com a polarização em alta e questionamentos recorrentes sobre o sistema de votação, a chegada de mais de 80 observadores estrangeiros coloca o segundo turno sob escrutínio internacional. O objetivo declarado é verificar se o processo ocorre de forma técnica e imparcial, do funcionamento das urnas à apuração final.