MESMO PREPARADO, LULA NÃO ESCAPA DO CERCO SOBRE CORRUPÇÃO NO JORNAL NACIONAL
Análise do Metrópoles avaliou que o presidente saiu inteiro da sabatina, mas perguntas sobre Lulinha, Marcola e Roberta dominaram o confronto.
O presidente Lula chegou preparado à sabatina do Jornal Nacional e, na avaliação de Ricardo Noblat e da bancada do programa publicado pelo Metrópoles, conseguiu responder como foi possível e sair inteiro do confronto. O problema político apareceu logo no centro da entrevista: grande parte do tempo foi consumida por cobranças sobre as investigações envolvendo seu filho Lulinha, o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger.
Lula afirmou que não protegerá o filho, classificou como errado o relacionamento financeiro de Marcola com Roberta e negou conhecer a empresária. Após a entrevista, registros fotográficos de Lula ao lado dela voltaram a circular e alimentaram a checagem da declaração; a campanha sustentou que fotos protocolares de uma figura pública não demonstram relação pessoal. As imagens, de fato, não comprovam participação em ilícitos, mas ampliaram o desgaste de uma negativa categórica.
As apurações citadas ainda estão em curso, e investigação não equivale a condenação de Lulinha, Marcola, Roberta ou do próprio presidente. Ainda assim, o desempenho considerado seguro não resolveu o passivo político: quando uma entrevista presidencial é obrigada a dedicar tamanho espaço a suspeitas no entorno do poder, o tema da corrupção continua impondo a agenda e dificultando que Lula se desvincule dela.

