O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça protocolou na noite de segunda-feira (21 de setembro de 2026) ao presidente da Corte, Edson Fachin, a resposta às acusações feitas por Alexandre de Moraes no Inquérito das Fake News, pedindo o arquivamento sumário da representação e a apuração, em tese, de crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa atribuídos ao colega, segundo divulgado por Metrópoles e pelo portal R7.

Na peça de 76 páginas, Mendonça afirma que Moraes se apoiou em relatórios internos da Polícia Federal classificados como sem valor probatório — apócrifos, sem timbre, autoria ou data — para apontar improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade ligados às investigações do Banco Master e das fraudes no INSS. Segundo Conexão Política Brasil e Danuzio Neto, o ministro também exigiu investigação sobre a origem desses documentos, proibição de novos relatórios do mesmo tipo, acesso integral ao Inquérito 4.781 e classificou o uso do material como “arapongagem institucional”. Em trecho citado pela imprensa, escreveu que “não é este ministro aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos”.

Para a leitura conservadora, a ofensiva de Moraes confirma o padrão de um ministro que transforma a Polícia Federal e o inquérito eterno em instrumento de intimidação contra quem o incomoda — e a resposta de Mendonça escancara que a crise do STF não é “ataque às instituições”, e sim o resultado de anos de poder sem freio.