A CPMI do INSS havia aprovado, em 26 de fevereiro de 2026, requerimentos para obter o histórico de viagens e as listas de passageiros do jato Legacy 650 de prefixo PP-NLR, operado pela Prime Aviation — empresa ligada à órbita do banqueiro Daniel Vorcaro —, segundo levantamento divulgado por Law Letter.

Em 19 de março, a empresa pediu mais 15 dias úteis para entregar as informações. Em 26 de março, o plenário do STF rejeitou, por 8 votos a 2, a prorrogação da comissão: Alexandre de Moraes integrou a maioria; apenas André Mendonça e Luiz Fux votaram pela continuidade. A CPMI encerrou os trabalhos em 28 de março, sem relatório final e sem receber os dados dos voos. O tema voltou ao centro após a divulgação, em 20 de setembro, de vídeo de 22 de agosto de 2025 no Santos Dumont, no Rio, em que Moraes e a esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcam do PP-NLR; o escritório Barci de Moraes confirmou o uso de serviços da Prime Aviation e disse que Vorcaro não esteve nesses voos com integrantes da banca.

Na leitura bolsonarista, o voto de Moraes contra a prorrogação da CPMI que mirava exatamente o jato em que ele mesmo apareceria depois não é coincidência: é o Supremo protegendo o próprio ministro enquanto a CPI do Congresso era asfixiada no prazo.