O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, protagonizou uma discussão áspera com a equipe de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme informações divulgadas em maio de 2026. O magistrado, que atua como relator do caso, demonstrou profunda irritação e frustração com os primeiros sinais da proposta de acordo de colaboração premiada apresentada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com o que foi apurado, Mendonça identificou o que chamou de "delação seletiva" e tentativa de manipulação por parte dos advogados, alegando que o conteúdo entregue é insuficiente e inconsistente frente às provas já reunidas na Operação Compliance Zero. O ponto central da divergência reside na ausência de detalhes sobre as relações do banqueiro com figuras influentes do alto escalão político, especialmente nomes ligados ao Centrão. Entre as lacunas apontadas, destaca-se a falta de esclarecimentos sobre as interações de Vorcaro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as quais já existem indícios de reuniões privadas e investimentos suspeitos de fundos de pensão. O ministro sinalizou a interlocutores que não homologará nenhum acordo que não apresente fatos novos robustos e que não inclua a devolução integral dos recursos desviados, estimados em valores bilionários que causaram prejuízos ao Banco de Brasília (BRB). Em paralelo, investigadores da PF classificaram o material como "ruim" por supostamente poupar autoridades poderosas. Para o cidadão conservador, a atitude de André Mendonça representa um alento contra os acordos de conveniência que frequentemente protegem a casta política em Brasília. Ao exigir uma delação completa e a reparação financeira dos danos, o ministro trava o que poderia ser mais um capítulo de blindagem institucional, reforçando que o sistema de justiça não deve aceitar narrativas parciais que omitam a participação de agentes públicos em esquemas de corrupção e fraudes financeiras.