MARINHO ENCONTRA FACHIN NESTA TERÇA ÀS 13H DEPOIS DE ACUSAR DINO DE ATROPELAR A ELEIÇÃO
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse nesta segunda que encontra Edson Fachin nesta terça às 13h para levar preocupações sobre ministros que se puseram no centro da eleição, o mesmo senador que em 29 de setembro acusou Flávio Dino de atropelar sozinho a Justiça Eleitoral para favorecer Lula
O senador Rogério Marinho, coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, disse na noite desta segunda que tem encontro marcado com o presidente do Supremo, Edson Fachin, nesta terça às 13h, no gabinete do ministro, e o Metrópoles confirmou o horário, enquanto o Valor registrou que a conversa, nas palavras do senador, trata de como um eventual governo bolsonarista vai se relacionar com o Judiciário, depois de ele já ter procurado Gilmar Mendes para manter o canal aberto e avisar que, se eleito, o novo presidente teria uma relação institucional com a Corte.
Perguntado sobre a pauta, Marinho falou só em “expressas preocupações”, mas antes da confirmação do encontro criticou ministros que, segundo ele, se colocaram no centro do palco político, emitem opinião fora dos processos e interferem na Justiça Eleitoral, e disse que é lamentável o país estar discutindo o Supremo neste momento, porque o resultado das urnas seria a resposta da sociedade à hipertrofia de um dos Poderes, a mesma linha da fala que ele publicou em 29 de setembro, quando afirmou que, sozinho, Dino atropelou a Justiça Eleitoral a uma semana da eleição para favorecer Lula e que esse poder sem limite precisa acabar.
A crítica de então, registrada pela CNN em 27 de setembro, mirava a decisão de Dino que cassou uma ordem de André Mendonça e liberou a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida, no meio da campanha em que corria a mentira de que Flávio tiraria da santa o título de padroeira, e Marinho pediu naquele domingo que Fachin preservasse a normalidade constitucional e impedisse o Supremo de virar tribunal de exceção eleitoral, pedido que agora vira reunião às 13h, no mesmo dia em que o senador evitou dizer se será candidato à presidência do Senado e afirmou ao Valor que isso se discute depois do segundo turno, porque o PL, mesmo com 28 cadeiras, sozinho não elege o presidente da Casa.

