Postulante à Presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) disse, nesta quarta-feira (4/11), ter a “mesma bandeira” que a concorrente Tereza Cristina (PP-MS), e que ambos têm o propósito de derrotar o atual comandante da Casa Alta, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras e dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente”, declarou Marinho, em evento de lançamento de sua candidatura. Por parte da oposição, a corrida pela cadeira ainda enfrenta um cenário de indefinição. Tereza, que foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, também quer ocupar a vaga.

O PL tenta uma aliança com Tereza Cristina para não dividir votos na eleição da mesa, marcada para 1º de fevereiro de 2027, e cumprir o objetivo de derrotar Alcolumbre. A sigla aposta em “dissidentes políticos” na disputa, inclusive dentro do União Brasil. Alcolumbre, por outro lado, já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes, incluindo MDB, PSD, PT, União Brasil e PP.

A declaração de Marinho registra a tentativa da oposição de unir forças contra Alcolumbre. Enquanto o atual presidente do Senado reúne apoios de partidos de centro e do governo, o PL busca evitar a divisão de votos entre Marinho e Tereza Cristina. A eleição da mesa em 2027 aparece como o ponto central da articulação.

O cenário ainda é de indefinição na oposição. A fala de Marinho de que Tereza é “parceira” e que ambos comungam das mesmas bandeiras mostra o esforço para construir uma frente única contra Alcolumbre. A disputa pelo comando do Senado segue aberta e com múltiplos atores em movimento.