O governo de Javier Milei negou, nesta quarta-feira (4), ter ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil. Fontes da Casa Rosada afirmaram à imprensa que o governo argentino “não se envolveu de nenhuma forma” com a saída do senador.

Flávio Bolsonaro passou pela Argentina na terça-feira da semana passada, rumo ao Equador, antes de seguir para os Estados Unidos. As fontes da Casa Rosada disseram que o controle de fronteiras do Brasil depende do governo brasileiro e que a família Bolsonaro não apresentou alertas que impedissem a entrada na Argentina. “Todo o procedimento foi regular e idêntico ao que qualquer brasileiro que visita o nosso país realiza”, declararam.

Na terça-feira (3), o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, não respondeu se o presidente Javier Milei ajudou o senador na passagem pelo país. “É irrelevante”, alegou em coletiva, negando saber se o presidente argentino tinha conhecimento da entrada de Flávio. Segundo Ravier, o ex-candidato entrou em território argentino de maneira formal, com documentos válidos.

A declaração do governo argentino chega em um momento de especulações sobre o trajeto de Flávio Bolsonaro. A Casa Rosada deixa claro que o procedimento foi regular e que não houve colaboração argentina com a saída do Brasil. O controle migratório brasileiro, segundo as fontes, é responsabilidade exclusiva do governo de Brasília.

O posicionamento de Milei reforça a linha de não interferência em assuntos internos brasileiros e de tratamento regular a qualquer visitante. A negativa oficial reduz o espaço para narrativas que tentam transformar a passagem pela Argentina em operação coordenada entre os dois governos.