Marinho diz que não há provas de fraude na carta de Flávio e chama documento de desabafo
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28) que não há provas para sustentar as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro em carta divulgada após sua chegada aos Estados Unidos. Coordenador da campanha presidencial do senador, Marinho classificou o documento como um desabafo e sugeriu problema na elaboração do trecho em que Flávio se apresentava como presidente eleito.
Em entrevista no Senado, Marinho foi direto: “Não, o PL não pode fazer essa afirmação [de que houve fraude]. Nem eu posso fazer essa afirmação porque não há prova nesse sentido”. A fala contrasta com a carta de Flávio, que contesta o resultado do segundo turno, no qual foi derrotado por Lula (PT) com 51,79% dos votos válidos contra 48,21%.
Marinho atribuiu a um possível erro de confecção a primeira versão da carta, em que Flávio se autodenominava verdadeiro presidente eleito. Na versão definitiva, o termo foi alterado para líder do Brasil. O senador reforçou que afirmações exigem provas e que o documento reflete o abalo de alguém que se sente injustiçado e deixou o país.
Apesar de rejeitar a tese de fraude sem evidências, Marinho manteve críticas ao abuso de poder econômico da chapa de Lula e Alckmin. A declaração de Marinho, aliado próximo e coordenador de campanha, expõe a dificuldade da direita em sustentar narrativas sem lastro factual, enquanto Flávio articula oposição do exterior após sair do Brasil descumprindo ordem de entrega de passaportes.
A informação foi divulgada pelo Portal R7 e confirmada por outros veículos. O episódio ocorre no mesmo dia em que Alexandre de Moraes autorizou a visita de Valdemar Costa Neto a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar.

