O pastor Márcio Pôncio deixou o presídio de Bangu 8, no Complexo de Gericinó (RJ), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), substituir a prisão preventiva por domiciliar. A decisão foi tomada no sábado (11) e cumprida na tarde de domingo (12).

JUSTIFICATIVA DA DECISÃO DE MORAES

Moraes fundamentou a conversão no quadro de saúde de Pôncio, que sofre de retocolite ulcerativa grave (doença inflamatória intestinal crônica), e na condição da esposa, de 50 anos, que enfrenta gravidez de alto risco. O pastor deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares, como proibição de contato com outros investigados, uso de redes sociais e entrega de passaporte.

CONTEXTO DA OPERAÇÃO UNHA DE CARNE

Pôncio foi preso no dia 2 de julho pela Polícia Federal na 5ª fase da Operação Unha de Carne, que investiga esquema de pagamentos do jogo do bicho, milícias e supostas conexões com agentes públicos. Outros alvos, como o ex-deputado Rodrigo Bacelar, também foram detidos. A operação tem desdobramentos e pode chegar à 6ª fase.

REAÇÕES E ANÁLISE

A decisão de Moraes mais uma vez coloca em evidência o ativismo judicial do ministro, que decide individualmente sobre liberdades em casos de grande repercussão. Para a direita conservadora, o episódio reforça críticas ao uso seletivo de medidas cautelares pelo STF, enquanto crimes graves contra a sociedade muitas vezes não recebem a mesma agilidade. O pastor, figura influente em círculos evangélicos, agora cumpre prisão domiciliar com monitoramento.

O desdobramento da operação continua e pode revelar mais detalhes sobre as supostas redes investigadas.