Pablo Marçal, que integra a equipe de Flávio Bolsonaro, disse no domingo, 4 de outubro, em entrevista a Luiz Bacci, que aceita qualquer função se o senador vencer, e a frase que circulou foi direta: se Flávio quiser pô-lo de ministro do STF, ele tem diploma de Direito e vai tocar o terror lá no Supremo, e se quiser o ministério da superinteligência ou qualquer outra coisa, ele está dentro.

Marçal é bacharel em Direito pela Universidade Paulista, o que atende o requisito formal de notável saber jurídico só no papel do diploma, e uma indicação ao Supremo ainda depende de vaga, da escolha do presidente eleito e da sabatina no Senado, num cenário em que o próximo ocupante do Planalto pode indicar até quatro ministros, cinco se houver impeachment ou renúncia, conta que o próprio El Nacional do Paraguai tratou nesta terça como o risco de trocar um bloco por outro.

A entrevista saiu no dia da votação, em que Flávio fez 47,03% e Lula 45,16%, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro, de modo que a frase do empresário é uma oferta de nome, não uma indicação feita, nem um voto do Senado.