Neste sábado, 24 de outubro de 2026, a Avenida Paulista foi palco de mais uma manifestação do PT a poucas horas do segundo turno das eleições presidenciais. Os apoiadores do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, deixaram o local repleto de lixo e sujeira após o encerramento do ato.

O evento marcou o encerramento da campanha petista em São Paulo. Lula percorreu a avenida em carro aberto, discursou brevemente e afirmou que a sociedade brasileira quer “mudança estrutural”, associando o adversário Flávio Bolsonaro ao “retrocesso”. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministros como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além do ministro Guilherme Boulos. A mobilização ocupou vários quarteirões e foi descrita por apoiadores como histórica.

Após a dispersão, registros divulgados nas redes sociais e pela Revista Oeste mostram a Paulista tomada por resíduos. Copos, garrafas, embalagens e outros materiais ficaram espalhados pelo asfalto e calçadas. O vídeo original do Instagram, que circulou com milhares de curtidas e comentários, documenta o cenário noturno com lixo visível na via.

O episódio ecoa o ocorrido no domingo, 11 de outubro, quando outro ato pró-Lula na mesma avenida resultou em pichações, depredação de estações de metrô (Trianon-Masp e Consolação) e grande volume de lixo. Na ocasião, equipes da Prefeitura, do Metrô e voluntários organizados pelo empresário Tallis Gomes realizaram mutirão de limpeza. A Polícia Militar registrou tumultos e danos durante a dispersão daquele dia.

Comentários no vídeo original destacam o contraste: “Vergonhoso”, “E ainda se dizem a favor do meio ambiente”, “Os defensores dos trabalhadores, dando trabalho extra para trabalhadores no final de semana” e “BADERNA = PT”. O padrão de deixar resíduos no espaço público, após eventos que mobilizam milhares, gera custo direto aos contribuintes e reforça a percepção de desorganização, mesmo quando o discurso oficial fala em povo organizado.

A horas da votação do segundo turno, o rastro deixado na Paulista oferece um retrato concreto do que foi a mobilização. Enquanto a campanha enfatiza mudança estrutural e poesia da democracia, as imagens registram o lixo que permanece no chão após a saída dos manifestantes.