Flávio Bolsonaro viajará a Israel após o segundo turno para cumprir promessa, independentemente do resultado
Segundo Lauro Jardim, do O Globo, o senador pretende visitar o país mesmo se for derrotado por Lula; se eleito, também deve ir aos Estados Unidos
Após o segundo turno das eleições, o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajará a Israel para cumprir uma promessa feita antes do início da campanha eleitoral.
De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a viagem ocorrerá independentemente do resultado das urnas neste domingo (25). Ou seja, o parlamentar pretende visitar o país tanto em caso de vitória quanto se for derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Caso seja eleito presidente do Brasil, Flávio também deverá viajar aos Estados Unidos. No entanto, ainda não há informações sobre a ordem das visitas, nem se a passagem pelo território norte-americano ocorrerá antes ou depois da viagem a Israel.
A notícia reforça o compromisso de Flávio com a reaproximação diplomática entre Brasil e Israel, tema que marcou sua pré-campanha. Em janeiro deste ano, o senador já havia visitado o país, onde se encontrou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, participou de conferência contra o antissemitismo, se batizou no Rio Jordão e reafirmou a intenção de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém caso vença o pleito.
A postura contrasta com a do governo Lula, que rebaixou as relações diplomáticas com Israel após declarações sobre o conflito em Gaza e mantém o Brasil sem embaixador no país desde 2024. Para o campo conservador, a viagem anunciada sinaliza continuidade de uma política externa alinhada a valores de liberdade, combate ao antissemitismo e parceria estratégica com nações democráticas.
Independentemente do resultado deste domingo, Flávio demonstra que a aproximação com Israel não é discurso de campanha, mas compromisso pessoal e político. A ida ao país após as eleições reforça a mensagem de que o Brasil precisa retomar o papel de aliado, e não de adversário, de Israel no cenário internacional.

