Madeleine Lacsko publicou no Instagram que há articulação do PT para adiar as eleições de 2026 e que o assunto já circula nos bastidores. No X, na terça (8), ela escreveu que o partido diria que André Mendonça tentou um “golpe” e viria com a conversa da necessidade de adiar o pleito. Na sexta (11) repetiu: “o briefing foi dado”, depois que o perfil Glauber pediu para empurrar a urna “alguns meses” porque “não dá mais para ter eleição em outubro dessa forma”.

Madeleine Lacsko, jornalista que denunciou o recado de adiamento das eleições

A Constituição, no artigo 77, marca o primeiro turno no primeiro domingo de outubro e o segundo no último domingo do mesmo mês. Em 2026 isso cai em 4 e 25 de outubro. O TSE já habilitou doze chapas, inclusive Lula-Alckmin e Flávio-Alfredo Gaspar. Mudar a data nacional exige emenda constitucional no Congresso. O calendário do próprio PT, na cartilha de campanha, ainda traz 4 de outubro.

A jornalista compara o recado ao pedido de adiamento de 1964. A urna está a menos de um mês. Quem quer empurrar o pleito precisa de PEC, de maioria e de tempo que o calendário não tem. Cabe ao PT dizer se o briefing existe. Cabe ao Congresso recusar qualquer projeto que tire do eleitor o domingo já marcado na Constituição.