A peruana Keiko Fujimori, líder do partido Fuerza Popular, foi eleita presidenta do Peru com 50,11% dos votos válidos. A apuração oficial do ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), atualizada na madrugada desta quarta-feira (24), aponta 9.206.241 votos para Fujimori contra 9.162.855 do candidato de esquerda Roberto Sánchez (49,82%). A diferença de aproximadamente 43 mil votos torna impossível a virada, restando apenas 40.213 votos a serem apurados.

A vitória de Keiko representa o fortalecimento da direita conservadora na América do Sul, alinhando o Peru a um movimento regional de rejeição a governos de esquerda.

CONTEXTO DA CAMPANHA E LEGADO FUJIMORISTA

Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, construiu campanha centrada em segurança pública, economia de mercado e combate à corrupção. Apesar de controvérsias históricas envolvendo o pai, sua liderança consolidou apoio entre setores que priorizam estabilidade e crescimento.

A derrota de Sánchez, apoiado por forças progressistas, reforça o cansaço do eleitorado peruano com políticas intervencionistas e instabilidade.

AVANÇO DA DIREITA NA REGIÃO

A eleição de Keiko soma-se a outros resultados recentes favoráveis à direita na América do Sul, como Abelardo de la Espriella na Colômbia. Analistas conservadores veem nisso um claro sinal de realinhamento continental em defesa de soberania nacional, valores tradicionais e liberalismo econômico, rejeitando o modelo de esquerda que gerou crises em vários países.

No Brasil, o resultado é acompanhado com atenção pela oposição bolsonarista, que enxerga paralelos com a própria disputa de 2026.

REAÇÕES E PRÓXIMOS PASSOS

A vitória deve ser oficializada nos próximos dias pelo ONPE. Keiko Fujimori assumirá o cargo em meio a desafios econômicos e de segurança, mas com mandato fortalecido pela clara preferência do eleitorado por mudança de rumo.

Para a direita, o momento é de celebração: o Peru escolheu o caminho da ordem, liberdade e prosperidade.