O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, propôs aos institutos de pesquisa a implementação de um “selo de acurácia eleitoral” para premiar aqueles que mais acertarem os resultados das eleições. A minuta da proposta foi distribuída aos representantes de 16 institutos nesta terça-feira (14), em reunião no TSE.

A iniciativa busca aumentar a transparência e a confiabilidade das pesquisas eleitorais, que frequentemente geram controvérsias sobre metodologia e viés.

CRÍTICAS DOS ESPECIALISTAS

A diretora do Datafolha e o cientista político Antonio Lavareda afirmaram que a medida parte de um princípio equivocado: tratar pesquisa como previsão exata de resultado. Para os especialistas, pesquisas captam intenção de voto em um momento específico e não são projeções infalíveis, especialmente em cenários voláteis.

A proposta ainda está em discussão e pode gerar debates sobre regulação estatal de institutos privados.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO

Pesquisas eleitorais têm sido questionadas por parte da direita, que aponta supostas distorções sistemáticas em levantamentos de alguns institutos. A ideia de um selo de acurácia pode ser vista como tentativa de melhorar a qualidade do debate público, mas também levanta preocupações sobre possível interferência do Judiciário na atividade privada.

O TSE não detalhou critérios de premiação nem sanções para quem não aderir ao selo.