A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente (parceria UOL e Folha de S.Paulo), que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”. A declaração, feita ao responder críticas sobre sua atuação e viagens em compromissos oficiais, gerou repercussão negativa dentro do PT e entre apoiadores de Michelle Bolsonaro.

A fala incomodou especialmente a ala do partido ligada a Marisa Letícia, falecida esposa de Lula, segundo reportagem de Adriana Negreiros. Janja também comentou a solidariedade expressada a Michelle Bolsonaro diante de ataques recebidos, o que foi interpretado por aliados da ex-primeira-dama como oportunismo.

CONTEXTO DA ENTREVISTA E DIVISÕES NO PT

Durante a entrevista, Janja defendeu seu papel ao lado do presidente Lula e rebateu críticas sobre sua visibilidade e viagens. A declaração sobre primeiras-damas foi vista como desnecessária por setores do PT, que lembraram o trabalho de Marisa Letícia em causas sociais durante os mandatos anteriores.

O tema expõe divisões internas no campo petista e contrasta com a atuação de Michelle Bolsonaro no PL Mulher, onde liderou ampliação de candidaturas femininas e mobilização conservadora.

REAÇÃO DE ALIADOS DE MICHELLE

Aliados de Michelle Bolsonaro classificaram a solidariedade de Janja como oportunismo político. A ex-primeira-dama tem sido alvo de ataques recentes e mantém perfil ativo em redes sociais e eventos conservadores, mesmo fora de cargo oficial.

O episódio ocorre em ano eleitoral, quando figuras públicas do governo e da oposição estão sob maior escrutínio.