JANJA DIZ QUE BRASIL “NUNCA TEVE PRIMEIRA-DAMA QUE TRABALHASSE EFETIVAMENTE” E GERA POLÊMICA NO PT
Declaração em entrevista ao UOL/Folha irrita ala ligada a Marisa Letícia e é vista como desrespeito por apoiadores de Michelle Bolsonaro; Janja também comentou solidariedade aos ataques contra a ex-primeira-dama.
A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente (parceria UOL e Folha de S.Paulo), que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”. A declaração, feita ao responder críticas sobre sua atuação e viagens em compromissos oficiais, gerou repercussão negativa dentro do PT e entre apoiadores de Michelle Bolsonaro.
A fala incomodou especialmente a ala do partido ligada a Marisa Letícia, falecida esposa de Lula, segundo reportagem de Adriana Negreiros. Janja também comentou a solidariedade expressada a Michelle Bolsonaro diante de ataques recebidos, o que foi interpretado por aliados da ex-primeira-dama como oportunismo./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/j/K/fqweZxT3axaL2kqjJABA/115527196-files-former-brazilian-first-lady-michelle-bolsonaro-speaks-during-the-national-meeting-of.jpg)
CONTEXTO DA ENTREVISTA E DIVISÕES NO PT
Durante a entrevista, Janja defendeu seu papel ao lado do presidente Lula e rebateu críticas sobre sua visibilidade e viagens. A declaração sobre primeiras-damas foi vista como desnecessária por setores do PT, que lembraram o trabalho de Marisa Letícia em causas sociais durante os mandatos anteriores.
O tema expõe divisões internas no campo petista e contrasta com a atuação de Michelle Bolsonaro no PL Mulher, onde liderou ampliação de candidaturas femininas e mobilização conservadora.
REAÇÃO DE ALIADOS DE MICHELLE
Aliados de Michelle Bolsonaro classificaram a solidariedade de Janja como oportunismo político. A ex-primeira-dama tem sido alvo de ataques recentes e mantém perfil ativo em redes sociais e eventos conservadores, mesmo fora de cargo oficial.
O episódio ocorre em ano eleitoral, quando figuras públicas do governo e da oposição estão sob maior escrutínio.

