KASSIO DIZ QUE NAÇÃO DEMOCRÁTICA DIALOGA E NÃO INTERFERE NA URNA
Em entrevista ao SBT nesta sexta, o presidente do TSE afirmou que as sete missões já estão no Brasil e que os dois últimos eleitores de cada seção vão ver o fechamento da urna
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deu entrevista ao SBT News nesta sexta (2) e rebateu a conversa de ameaça internacional sobre a eleição de domingo. Ele disse que o Brasil e as outras nações democráticas trocam conhecimento e se ajudam a fortalecer a democracia, e fechou a frase assim: “Nações democráticas dialogam, não interferem.” Em seguida avisou que os observadores das sete missões internacionais já estão no país e vão atuar em vários estados, de forma independente. Entre as credenciadas estão a Organização dos Estados Americanos, o Parlamento do Mercosul e a União Europeia. Além delas, representantes de instituições eleitorais de mais de 25 países participam de uma programação do próprio TSE para ver como a eleição funciona. O tribunal diz que esses observadores olham a preparação, o voto, a apuração e a totalização, sem conduzir o processo.
Na mesma entrevista, Kassio falou da desconfiança sobre a urna e da desinformação. A resposta que ele deu é oferecer informação clara e confiável sobre os procedimentos, “sempre que necessário”, porque é assim que a Constituição define. A medida concreta que anunciou é chamar os dois últimos eleitores de cada seção para acompanhar o encerramento. “Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que depois delas ninguém mais votou naquela sessão”, disse. O primeiro turno é domingo (4).
A frase “não interferem” sai no dia em que a embaixada dos Estados Unidos está com o atendimento suspenso por uma ameaça que ninguém detalhou, um dia depois de Donald Trump dizer, na Casa Branca, que acompanha a eleição brasileira muito de perto. E sai na mesma semana em que o TSE negou o pedido de 15 entidades que queriam observar o pleito, entre elas o Foro Madrid, ligado ao Vox, e um partido de Portugal, enquanto abriu a porta para as sete que ele mesmo convidou. O que o presidente do tribunal apresentou ao SBT foi o roteiro oficial: diálogo, missão convidada e eleitor no fim da fila. O que a semana mostrou, ao lado disso, é quem entra, quem fica de fora e quem, em Washington, avisou que está olhando.

