O ex-diretor adjunto de uma creche municipal em Timon, no Maranhão, Alberto Luiz Freitas Monção, 49 anos, teve a prisão preventiva revogada mesmo sendo investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças de 2 e 3 anos. Monção, que também foi presidente do diretório do PSOL em Teresina (PI), foi solto por decisão do juiz Rogério Monteles.

Ele havia sido preso no fim de maio após a mãe de uma aluna de 3 anos denunciar o caso. Depoimentos e imagens de câmeras de segurança da Creche Municipal Vila João Reis mostram o então diretor retirando crianças da sala de aula e levando-as para um depósito afastado, onde teriam ocorrido os abusos. Laudo pericial já confirmou violência em pelo menos uma vítima. A Polícia Civil investiga se outras crianças foram atacadas.

A prefeitura exonerou o servidor, afastou a direção da creche e decretou intervenção na unidade.

DECISÃO DO JUIZ E CRÍTICAS À BÚROCRACIA

O juiz reconheceu na decisão que a liberdade de Monção representa risco para as vítimas, para a coletividade e para a paz pública. Mesmo assim, determinou a soltura alegando extrapolação dos prazos legais para o Ministério Público apresentar denúncia. Como alternativa, impôs medidas cautelares como restrições de contato e circulação.

REAÇÃO POPULAR E FALHAS DO SISTEMA

O caso gerou revolta entre moradores de Timon. Mais uma vez, falhas burocráticas e prazos processuais abrem brecha para que investigados por crimes gravíssimos — especialmente contra crianças — voltem às ruas durante a apuração. A esquerda, que tanto prega “proteção à infância”, vê um de seus quadros envolvido em um dos crimes mais repugnantes.

A VISÃO DA DIREITA

Para a direita conservadora, o episódio expõe a leniência do sistema judicial brasileiro com criminosos sexuais, especialmente quando se trata de militantes de esquerda. Enquanto famílias choram e crianças são vítimas, o Judiciário prioriza formalidades processuais em detrimento da proteção real dos mais vulneráveis.