Conteúdo da Matéria: A repercussão da bem-sucedida comitiva da oposição brasileira em Washington ganhou um endosso de peso vindo direto do núcleo duro da Casa Branca. Jason Miller, o principal estrategista político do presidente Donald Trump, utilizou suas redes sociais para destacar o enorme prestígio internacional do senador Flávio Bolsonaro durante sua agenda oficial nos Estados Unidos. Ao compartilhar uma publicação do jornalista Sam Pancher, do portal Metrópoles, Miller chamou a atenção para o fato de o parlamentar brasileiro ter sido recebido com honras reservadas a chefes de Estado. A manifestação do estrategista norte-americano expõe o completo isolamento da diplomacia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que assiste impotente à consolidação da direita brasileira como o interlocutor legítimo do Brasil perante a maior potência do planeta.

O CRONOGRAMA DE PRESTÍGIO QUE ASSOMBRA O PLANALTO

O reconhecimento público feito por Jason Miller destaca a eficiência e a velocidade com que a liderança conservadora operou na capital americana. Em apenas dois dias de compromissos em Washington, Flávio Bolsonaro garantiu audiências bilaterais com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio, além de encontros de trabalho com o vice-secretário Christopher Landau. Esse nível de acesso ao topo do poder executivo dos Estados Unidos é considerado raríssimo para autoridades que não exercem o cargo de chefe de governo. A exposição dessa agenda por parte de um dos homens mais influentes do governo Trump funciona como um atestado de falência da política externa do Itamaraty sob a gestão petista.

A COMPARAÇÃO INEVITÁVEL COM O FIASCO PETISTA

Nos bastidores políticos de Brasília, o compartilhamento feito pelo estrategista de Donald Trump foi recebido como um verdadeiro soco no estômago do Palácio do Planalto. Enquanto o governo Lula patina em discursos burocráticos e coleciona desgastes ao tentar relativizar as ações de Washington contra o crime organizado, a comitiva conservadora entregou resultados práticos de alto impacto geopolítico. Flávio Bolsonaro utilizou o canal direto com Marco Rubio e J.D. Vance para pautar a necessidade urgente de classificar as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, além de denunciar os graves retrocessos na liberdade de expressão e de imprensa que ocorrem no território nacional sob a conivência dos tribunais superiores.

O SISTEMA ENTRA EM DESESPERO DIANTE DO ALINHAMENTO INTERNACIONAL

A grande polêmica que agora tira o sono dos articuladores do governo federal é a percepção clara de que a direita brasileira pavimentou o caminho para o projeto do Escudo das Américas, inserindo o combate ao narcoterrorismo em uma estratégia militar conjunta com os Estados Unidos. O desespero da grande mídia alinhada ao Planalto, que tentou rotular a viagem como uma mera visita de fã, foi desintegrado pela publicação de Jason Miller. Ao enaltecer publicamente o trabalho e a relevância de Flávio Bolsonaro, a cúpula do governo americano deixa evidente que Washington já sabe muito bem quem defende a liberdade e as leis na América Latina, e quem prefere modular o discurso por medo de que investigações financeiras internacionais alcancem os protetores políticos do crime organizado no Brasil.